domingo, 14 de abril de 2013
sábado, 6 de abril de 2013
domingo, 24 de março de 2013
quinta-feira, 21 de março de 2013
sábado, 16 de março de 2013
quarta-feira, 13 de março de 2013
terça-feira, 12 de março de 2013
sábado, 9 de março de 2013
domingo, 3 de março de 2013
sábado, 2 de março de 2013
Azaração Midiática – parte 03
Azaração Midiática – parte 03
http://rogbessa.blogspot.com.br/
Vamos sair um pouco do tema Cuba
e vamos falar de antropologia. Lembro-me de uma a história contada por um dos
irmãos Vilas Boas sobre um indiozinho que brincava com pedrinha, numa aldeia
que visitavam. Não sei qual dos três, Claudio, Leonardo ou o Álvaro. Não importa.
Fato é que um dele ao se aproximar, percebeu que aquela pedra, do tamanho de
uma bola de golfe, era uma esmeralda. Bem, dá o que pensar. O indigenista viu e
pensou sobre a pureza daquela sociedade face aos brancos. Se algum branco
soubesse a tribo estaria completamente dizimada em dias.
Eles não eram antropólogos. Não consegui
distinguir suas formações. Talvez geógrafos. Confesso que não sei da formação
destes ‘Homens’. Sei que o grande Darci Ribeiro era antropólogo e acompanhou várias
das andanças dos irmãos (desses Homens como poucos foram).
Resumindo; com isso quero dizer
que para analisar uma sociedade distinta da nossa, é necessário nos despirmos
de preconceitos. Assim como o antropólogo. Para este é um pré-suposto de sua atividade.
Caso contrário irá analisar uma sociedade segundo os dogmas de vistas de sua
própria cultura social e assim o fizer incorrerá em erros graves como os espanhóis,
portugueses e ingleses fizeram nos séculos XV ao XX. Por um ponto de vista o
sangue inundou todas as Américas e as Índias.
No século XX continuamos sem
aprender nada com nossos erros. Parece até que emburrecemos mais. Hitler, Hirohito,
Mussolini, Joseph McCarthy e centenas de outras figuras são exemplos
claríssimos da intolerância humana. As crenças cegas são exemplos evidentes de
onde o ser humano pode chegar pela intolerância às diferenças de credo, cor,
raça e formas de organização social.
Lembro-me de um texto escrito no
sec. XVIII pelo admirável príncipe dos filósofos; Voltaire. O texto chama-se ‘tratado
sobre a tolerância’*. É inacreditável que homens vêm escrevendo por séculos
sobre o tema e ninguém presta atenção a suas vozes. Continuamos julgando e
julgando de forma estúpida e ignorante. Pior, sem termos nenhuma base ou
conhecimento sobre os fatos. Julgamos apoiados sobre o sólido pilar da
ignorância; como na inquisição. Ah.... e temos a cara de pau de nos assustarmos
com o que esta última fazia nos porões da Santa Fé. Vamos a baciadas para a
Europa. Vemos exposições sobre os instrumentos de tortura da inquisição. Não adianta
lermos relatos do século XVII (quando lemos algo). Não conseguimos fazer um
link. Não conseguimos gerar síntese e crítica. Continuamos como cegos
orientados pelos pontos de vistas de uma mídia estúpida e completamente
ignorante.
Bem; estamos felizes com nosso ipads,
ipod, iphones,’i-stupidez’. Estamos felizes com nossa ‘democracia’. Ora, o nome
tem origem gregas...portanto deve significar algo de bom!....Eles sabiam das
coisas!
*Obs.: para que quiser ler, vai à dica: “Tratado sobre a tolerância – a
propósito da morte de Jean Calas” – Voltaire – Editora Martins Fontes – São Paulo
– 1993.
sexta-feira, 1 de março de 2013
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
domingo, 24 de fevereiro de 2013
Azaração Midiática – 02
Azaração Midiática – parte 02
O táxi que pegamos era um Lada
(Russo). Resquícios da presença da URSS, maior parceiro de Cuba até 1985 quando
houve a Prestroika de Mikhail Gorbachev. Esta data marca o inicio do inferno astral de
Cubano.
Já conhecia alguns professores Cubanos
os quais havia encontra em San Luis de Potosi no México e, portanto, o sotaque “cuano”
(os lábios não se tocam para dizer Cubano) já era familiar. O Motorista, negro
esguio, tinha as voz grave e falava rápido e com sotaque, de forma que dificultou
minha compreensão. Eu não o compreendia e ele um pouco do meu portunhol. Mesmo assim
tive de pagar o mico de entregar o voulcher do hotel para que pudesse localizar
nosso destino.
No caminho, ainda que escuro, percebia
muita obras de edifícios altos e distintos dos que havia visto ao sair do aeroporto.
Indaguei o motorista sobre do que se tratava e ele disse que eram
empreendimentos estrangeiros. Hotéis, resorts franceses e espanhóis.
Vedo as obras em curso e mais tranquilo,
treinado o ouvido ao sotaque, comecei uma conversação com o taxista indagando
se sabia de algum arquiteto brasileiro trabalhando nos projetos. Penso ter
ouvido o nome do Paulo Mendes da Rocha.
Aqui eu paro um pouco por que o
assunto virou um debate de cozinha com a Cristina, a qual afirmou que o taxista
disse que não sabia. Bem diante do tempo e após consultar meus alfarrábios
bibliográficos, acho que ela tem razão. Atribuo este escorregão da memória a
minha senilidade.
Fechando este parêntese e continuando
minha história o sujeito, taxista, desembestou a falar da situação econômica de
Cuba. Os temas eram o aumento do tráfico de drogas, a prostituição destinada
aos turistas (muitos iam para a ilha procurando sol, rum, um puro, e as
mulheres cubanas), e o grave problema do embargo americano.
Nesse ponto deteve-se mais dada
sua indignação com o problema e mencionado a injustiça do ‘dono do mundo’ para
com o povo cubano. ‘ deixe nos viver em paz’. Dizia que inda assim o povo
cubano era de grande criatividade e resolvia os problemas com um jeitinho. O mesmo
jeitinho que fazia rodar sua frota de automóveis da década de 50 sem ter peças
de reposição. Fabricavam o necessitavam.
Gozado, não me recordo da Yoani Sánchez, bem como a mídia, tenha
dito algo sobre o embargo americano.
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GRAVURAS
O gravado constitui uma das minhas principais formas de expressão. Fascinado pelos gravadores do expressionismo alemão, sempre imaginei alcançar a magia de reproduzir um desenho com a delicadeza de Otto Mueller (1874-1930) ou a crítica social de Grosz (1893-1959), Otto Dix (1891-1969), ou o próprio Ernst Ludwig Kirchner (1880–1938) fundador da Die Brücke * ( a ponte).
A forma gráfica definida pela gravura do expressionismo alemão não resultou, de maneira imediata, na tentativa de seguir a técnica. Ela se manifestou pelo Kiri -ê, no qual o artista realiza suas ilustrações por meio do gravado em papel. A técnica é originária da China onde é executada em papel de arroz e deve manter estrutura original do suporte.
Entretanto o que me interessou foi o resultado plástico obtido com a técnica, empregando papeis mais grossos e negros. A solução de superfícies e linha se assemelhava fortemente com as gravuras dos artistas alemães.
Em 1983 e 1987, realizei duas exposições com desenhos realizados com esta técnica no papel no Centro Cultural São Paulo e no Franz Café. Nesse período tentei a reproduzir os trabalhos por meio de serigrafia, os quais resultaram impressões surpreendentes. A partir de então, estas serigrafias passaram a me estimular a tentar uma gravação usando o mesmo método de impressão que utilizava para a xilogravura (impressão usando pressão por meio de uma colher sobre papel de arroz). Entretanto o sonho de usar papel como matriz, só veio se concretizar em 2008.
A técnica me fascinou uma vez que não era necessário grande recurso na compra de madeira ou goivas e, ao mesmo tempo, poderia ser praticada por qualquer pessoa. Para esta técnica bastava um bom estilete, um cartão (papel com 400g) e criatividade.
Evidentemente, a durabilidade da matriz de papel é muito menor que as demais matrizes convencionais. Entretanto, como já mencionei, é muito prática e com características expressivas particulares.
Tal como a xilogravura em cortes de topo ou de fio, a experiência com outros materiais, em decorrência de sua resistência ao corte das goivas, definem um resultado específico para a gravura. Algumas destas experiências podem ser vistas nas imagens abaixo.
*Grupo de artistas expressionistas alemães formado em1905 em Dresden
O gravado constitui uma das minhas principais formas de expressão. Fascinado pelos gravadores do expressionismo alemão, sempre imaginei alcançar a magia de reproduzir um desenho com a delicadeza de Otto Mueller (1874-1930) ou a crítica social de Grosz (1893-1959), Otto Dix (1891-1969), ou o próprio Ernst Ludwig Kirchner (1880–1938) fundador da Die Brücke * ( a ponte).
A forma gráfica definida pela gravura do expressionismo alemão não resultou, de maneira imediata, na tentativa de seguir a técnica. Ela se manifestou pelo Kiri -ê, no qual o artista realiza suas ilustrações por meio do gravado em papel. A técnica é originária da China onde é executada em papel de arroz e deve manter estrutura original do suporte.
Entretanto o que me interessou foi o resultado plástico obtido com a técnica, empregando papeis mais grossos e negros. A solução de superfícies e linha se assemelhava fortemente com as gravuras dos artistas alemães.
Em 1983 e 1987, realizei duas exposições com desenhos realizados com esta técnica no papel no Centro Cultural São Paulo e no Franz Café. Nesse período tentei a reproduzir os trabalhos por meio de serigrafia, os quais resultaram impressões surpreendentes. A partir de então, estas serigrafias passaram a me estimular a tentar uma gravação usando o mesmo método de impressão que utilizava para a xilogravura (impressão usando pressão por meio de uma colher sobre papel de arroz). Entretanto o sonho de usar papel como matriz, só veio se concretizar em 2008.
A técnica me fascinou uma vez que não era necessário grande recurso na compra de madeira ou goivas e, ao mesmo tempo, poderia ser praticada por qualquer pessoa. Para esta técnica bastava um bom estilete, um cartão (papel com 400g) e criatividade.
Evidentemente, a durabilidade da matriz de papel é muito menor que as demais matrizes convencionais. Entretanto, como já mencionei, é muito prática e com características expressivas particulares.
Tal como a xilogravura em cortes de topo ou de fio, a experiência com outros materiais, em decorrência de sua resistência ao corte das goivas, definem um resultado específico para a gravura. Algumas destas experiências podem ser vistas nas imagens abaixo.
*Grupo de artistas expressionistas alemães formado em1905 em Dresden
rosto de homem
gravura com matriz de papel - 2008
homem
Xilogravura - 2006
ribeirinha
xilogravura - 1986
perfil
Xilogravura - 1984
mulher apoiada
gravura com matriz de papel - 2008
Sangue
Foto Rogerio Bessa Gonçalves (2003) - Edifício Copan - Arq. Oscar Niemeyer - São Paulo
Balanço
Foto Rogerio Bessa - 2004 - Museu Oscar Niemeyer - Curitiba
Foto Rogerio Bessa (2005) -Viaduto Sta. Efigênia - São Paulo
Foto Rogerio Bessa (2005) - São Paulo
Lilás
Foto Rogerio Bessa - 2005 - Avenida São Luiz - São paulo
ontem
Foto Rogerio Bessa (2005) - São Paulo
sugar bread
Rio - 2008
copan
Foto Rogerio Bessa (2005) - São Paulo







































