quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
domingo, 24 de fevereiro de 2013
Azaração Midiática – 02
Azaração Midiática – parte 02
O táxi que pegamos era um Lada
(Russo). Resquícios da presença da URSS, maior parceiro de Cuba até 1985 quando
houve a Prestroika de Mikhail Gorbachev. Esta data marca o inicio do inferno astral de
Cubano.
Já conhecia alguns professores Cubanos
os quais havia encontra em San Luis de Potosi no México e, portanto, o sotaque “cuano”
(os lábios não se tocam para dizer Cubano) já era familiar. O Motorista, negro
esguio, tinha as voz grave e falava rápido e com sotaque, de forma que dificultou
minha compreensão. Eu não o compreendia e ele um pouco do meu portunhol. Mesmo assim
tive de pagar o mico de entregar o voulcher do hotel para que pudesse localizar
nosso destino.
No caminho, ainda que escuro, percebia
muita obras de edifícios altos e distintos dos que havia visto ao sair do aeroporto.
Indaguei o motorista sobre do que se tratava e ele disse que eram
empreendimentos estrangeiros. Hotéis, resorts franceses e espanhóis.
Vedo as obras em curso e mais tranquilo,
treinado o ouvido ao sotaque, comecei uma conversação com o taxista indagando
se sabia de algum arquiteto brasileiro trabalhando nos projetos. Penso ter
ouvido o nome do Paulo Mendes da Rocha.
Aqui eu paro um pouco por que o
assunto virou um debate de cozinha com a Cristina, a qual afirmou que o taxista
disse que não sabia. Bem diante do tempo e após consultar meus alfarrábios
bibliográficos, acho que ela tem razão. Atribuo este escorregão da memória a
minha senilidade.
Fechando este parêntese e continuando
minha história o sujeito, taxista, desembestou a falar da situação econômica de
Cuba. Os temas eram o aumento do tráfico de drogas, a prostituição destinada
aos turistas (muitos iam para a ilha procurando sol, rum, um puro, e as
mulheres cubanas), e o grave problema do embargo americano.
Nesse ponto deteve-se mais dada
sua indignação com o problema e mencionado a injustiça do ‘dono do mundo’ para
com o povo cubano. ‘ deixe nos viver em paz’. Dizia que inda assim o povo
cubano era de grande criatividade e resolvia os problemas com um jeitinho. O mesmo
jeitinho que fazia rodar sua frota de automóveis da década de 50 sem ter peças
de reposição. Fabricavam o necessitavam.
Gozado, não me recordo da Yoani Sánchez, bem como a mídia, tenha
dito algo sobre o embargo americano.
sábado, 23 de fevereiro de 2013
Azaração Midiática – parte 01
Azaração Midiática – parte 01
Há doze anos estive com a Cri em
Cuba para a apresentação de um trabalho acadêmico em um congresso latino-americano.
Chegamos a Havana às 22hs. Pela janela do avião observava uma cidade de, no
máximo quinhentos mil habitantes quando na realidade havia 2,2 milhões.
Ao chegarmos, um bando de ‘brasileños’
bateram palmas quando o avião da Copa (panamenha) aterrou. Loirassas e suas
caras-metades, com destino a Varadero.
Chegamos e fomos direto para um
hotel na cidade para pernoitar e sairmos na manhã seguinte, com destino a Santiago
de Cuba.
Antes da viagem procurei controlar mina apreensão como
sempre faço em uma viagem internacional. No caso era muito mais que uma viagem
internacional. O destino era um país com um regime político e econômico totalmente
distinto de qualquer outro pais.
Acrescento, para bem informar, que não era um desconhecedor
da história recente de Cuba. Já havia lido alguns livros, os quais estavam bem
longe do ‘a ilha’ do Fernando Morais. Ainda assim, ao chegar, minha impressão
era de estarmos numa cidade minúscula e porto de piratas ingleses, bebedores de
rum e usurpadores de mulheres.
O aeroporto era opressivo por conta de muitos militares
realizando revistas. Soube depois que havia uma forte onda de tráfico de drogas
para a ilha, uma vez que haviam muitos turistas estrangeiros que eram usuários
e a droga era parte do cardápio dos resorts.
Pegamos um taxi e a cidade se desvendou nas sombras da
noite. De fato era uma escuridão de dar medo. Nos muros, pichações com os
termos, ‘a revolução é viva’, ‘viva Cuba, ‘viva a revolução’, ‘a revolução
somos nós’, e por aí vai. Acrescente copias da famosas foto de Che.. De fato
cheguei em Cuba. Chegei no único regime comunista do planeta.
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
sábado, 2 de fevereiro de 2013
Amigos
Um belo dia paulistano com um sol
com céu de brigadeiro’; assim dizia meu pai. Bem, pelo menos até agora onde uma
chuva prazenteira banha Sampa.
Caminhando com meu amor pela
paulista, encontrei vários amigos os quais já havia combinado um encontro para
um café na Cultura. Prof. Dr. Nemi Tala um home extraordinário. Físico experimental,
o qual teve o prazer de conhecê-lo nos idos de 1988, ao lado do com o prof. Dr Sala
um dos ícones da física mundial. Pessoas extraordinárias e simples dadas à
proeminência que possuem entre seus pares dessa especialidade da Física.
Embora, em 1988, tenha começado a
projetar o LINAC (acelerador de partículas) sob orientação do Sala, terminei o
projeto com a supervisão do Neme.
Este último se transformou num
verdadeiro irmão de armas a começar pelo fato de ser corinthiano. O Neme acabou
por se transformar num grande amigo nestes 25 anos de USP. Foi com ele e a
Marta (sua esposa) que eu e a Cris tivemos o grande prazer de compartilhar um cafezinho
na livraria do c. nacional.
No Le Vin, conclusão da nossa peregrinação
de sábado, encontrei com outra figurinha rara (não tão rara assim) que a tende
pelo nome de Nei Caldato;irmão de outro grande amigo dos velhos tempos da
FAU-SANTOS; prof. Dr. Gino Caldato.
O irreconhecível, Nei, arquiteto
e também prof. da FAU-SANTOS, coberto sob madeixas brancas, é um arquiteto e
historiador de mão cheia. Infelizmente nossa amizade, assim como o Gino,
empalideceu após nossas formaturas. Talvez por minha culpa por não ter regado suficientemente
esta flor de amizade como devia. Lamento muito esta distância, na medida em que
éramos muito próximos: Gino, Cesar e eu. Lamento profundamente.
Entretanto este reencontro trouxe
uma perspectiva de ressuscitar esta velha amizade. Aliás, como tenho tentado
com outros diversos colegas da FAUS. Alguns eu tive sucesso (Carmelo, Jacaré,
Olegário, Zé Costa, Edson Sampaio – padre, Sandra – esposa do Edson, Rita
Grimm) e com outros, nem tanto.
Hoje, aqueles que souberam
envelhecer com dignidade, podem tirar um proveito enorme de um bate papo alegre
com os velhos amigos que, certamente, não são mais aqueles com os quais vivemos
todos os dias no Campus para rir, namorar, chorar, beber, dançar.....e por aí
vai. E hoje! Como somos hoje?...Quem
quer saber?
Certamente melhores! Assim sendo,
que bom seria nos vermos, confortavelmente sentados numa poltrona, para um café.
Bem assim é a vida....algumas
amizades ficam pelo caminho, outras se mantém e outras aparecem do nada.
Há aqueles que não souberam
envelhecer ou não perceberam o tempo. Pretendem um embate com esse Senhor que
não respeita quem não o respeita.
Querem ser jovens, embora velhos.
Deles eu faço questão de não reencontrá-los ou mesmo peço que não aceitem meu
convite para bebermos um cafezinho. Ficaria muito deprimido.
Erro meu, talvez. Afinal sou
humano e seletivo.
Para todos os que ficaram,
surgiram ou se mantém como amigos eu dedico esta ilustração a qual resolvi
chamá-la de ‘amigos’.
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
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GRAVURAS
O gravado constitui uma das minhas principais formas de expressão. Fascinado pelos gravadores do expressionismo alemão, sempre imaginei alcançar a magia de reproduzir um desenho com a delicadeza de Otto Mueller (1874-1930) ou a crítica social de Grosz (1893-1959), Otto Dix (1891-1969), ou o próprio Ernst Ludwig Kirchner (1880–1938) fundador da Die Brücke * ( a ponte).
A forma gráfica definida pela gravura do expressionismo alemão não resultou, de maneira imediata, na tentativa de seguir a técnica. Ela se manifestou pelo Kiri -ê, no qual o artista realiza suas ilustrações por meio do gravado em papel. A técnica é originária da China onde é executada em papel de arroz e deve manter estrutura original do suporte.
Entretanto o que me interessou foi o resultado plástico obtido com a técnica, empregando papeis mais grossos e negros. A solução de superfícies e linha se assemelhava fortemente com as gravuras dos artistas alemães.
Em 1983 e 1987, realizei duas exposições com desenhos realizados com esta técnica no papel no Centro Cultural São Paulo e no Franz Café. Nesse período tentei a reproduzir os trabalhos por meio de serigrafia, os quais resultaram impressões surpreendentes. A partir de então, estas serigrafias passaram a me estimular a tentar uma gravação usando o mesmo método de impressão que utilizava para a xilogravura (impressão usando pressão por meio de uma colher sobre papel de arroz). Entretanto o sonho de usar papel como matriz, só veio se concretizar em 2008.
A técnica me fascinou uma vez que não era necessário grande recurso na compra de madeira ou goivas e, ao mesmo tempo, poderia ser praticada por qualquer pessoa. Para esta técnica bastava um bom estilete, um cartão (papel com 400g) e criatividade.
Evidentemente, a durabilidade da matriz de papel é muito menor que as demais matrizes convencionais. Entretanto, como já mencionei, é muito prática e com características expressivas particulares.
Tal como a xilogravura em cortes de topo ou de fio, a experiência com outros materiais, em decorrência de sua resistência ao corte das goivas, definem um resultado específico para a gravura. Algumas destas experiências podem ser vistas nas imagens abaixo.
*Grupo de artistas expressionistas alemães formado em1905 em Dresden
O gravado constitui uma das minhas principais formas de expressão. Fascinado pelos gravadores do expressionismo alemão, sempre imaginei alcançar a magia de reproduzir um desenho com a delicadeza de Otto Mueller (1874-1930) ou a crítica social de Grosz (1893-1959), Otto Dix (1891-1969), ou o próprio Ernst Ludwig Kirchner (1880–1938) fundador da Die Brücke * ( a ponte).
A forma gráfica definida pela gravura do expressionismo alemão não resultou, de maneira imediata, na tentativa de seguir a técnica. Ela se manifestou pelo Kiri -ê, no qual o artista realiza suas ilustrações por meio do gravado em papel. A técnica é originária da China onde é executada em papel de arroz e deve manter estrutura original do suporte.
Entretanto o que me interessou foi o resultado plástico obtido com a técnica, empregando papeis mais grossos e negros. A solução de superfícies e linha se assemelhava fortemente com as gravuras dos artistas alemães.
Em 1983 e 1987, realizei duas exposições com desenhos realizados com esta técnica no papel no Centro Cultural São Paulo e no Franz Café. Nesse período tentei a reproduzir os trabalhos por meio de serigrafia, os quais resultaram impressões surpreendentes. A partir de então, estas serigrafias passaram a me estimular a tentar uma gravação usando o mesmo método de impressão que utilizava para a xilogravura (impressão usando pressão por meio de uma colher sobre papel de arroz). Entretanto o sonho de usar papel como matriz, só veio se concretizar em 2008.
A técnica me fascinou uma vez que não era necessário grande recurso na compra de madeira ou goivas e, ao mesmo tempo, poderia ser praticada por qualquer pessoa. Para esta técnica bastava um bom estilete, um cartão (papel com 400g) e criatividade.
Evidentemente, a durabilidade da matriz de papel é muito menor que as demais matrizes convencionais. Entretanto, como já mencionei, é muito prática e com características expressivas particulares.
Tal como a xilogravura em cortes de topo ou de fio, a experiência com outros materiais, em decorrência de sua resistência ao corte das goivas, definem um resultado específico para a gravura. Algumas destas experiências podem ser vistas nas imagens abaixo.
*Grupo de artistas expressionistas alemães formado em1905 em Dresden
rosto de homem

gravura com matriz de papel - 2008
homem

Xilogravura - 2006
ribeirinha

xilogravura - 1986
perfil

Xilogravura - 1984
mulher apoiada

gravura com matriz de papel - 2008
Sangue
Foto Rogerio Bessa Gonçalves (2003) - Edifício Copan - Arq. Oscar Niemeyer - São Paulo
Balanço
Foto Rogerio Bessa - 2004 - Museu Oscar Niemeyer - Curitiba
Foto Rogerio Bessa (2005) -Viaduto Sta. Efigênia - São Paulo
Foto Rogerio Bessa (2005) - São Paulo
Lilás

Foto Rogerio Bessa - 2005 - Avenida São Luiz - São paulo
ontem
Foto Rogerio Bessa (2005) - São Paulo
sugar bread

Rio - 2008
copan
Foto Rogerio Bessa (2005) - São Paulo